"I can't find anything except the void inside..."
Abandono-me na beira do caminho tolhida por tempestades que imagino,
Mas tudo me parece tão real: as dores, as lágrimas...
Invento-me a cada virar de página procurando sentidos mas todos são pedras cruas,
Esparsas poeiras, labirintos...
Fecho os olhos às verdades que gritam, finjo que são murmúrios cinzentos.
Escapam-me por entre os dedos como areia miudinha... as ilusões...
Desejo fundir-me no infinito,
Que o meu corpo seja por momentos uma nuvem tosca de cinza baça;
Desejo anular os meus sentidos e tornar-me permeável à chuva mansa, ao vento frio...
Estou cansada de me agarrar às mágoas como cortinas de névoa que insistem em rasgar-se.
E caio, vezes sem conta, no abismo do vazio onde fico imóvel, como morta... à espera...
De quê?
... Não sei
NR-Escrito numa mesa algures no Odivelas Parque depois de um dia péssimo...
Imagem: Alone by Duolegur in deviantART
Mas tudo me parece tão real: as dores, as lágrimas...
Invento-me a cada virar de página procurando sentidos mas todos são pedras cruas,
Esparsas poeiras, labirintos...
Fecho os olhos às verdades que gritam, finjo que são murmúrios cinzentos.
Escapam-me por entre os dedos como areia miudinha... as ilusões...
Desejo fundir-me no infinito,
Que o meu corpo seja por momentos uma nuvem tosca de cinza baça;
Desejo anular os meus sentidos e tornar-me permeável à chuva mansa, ao vento frio...
Estou cansada de me agarrar às mágoas como cortinas de névoa que insistem em rasgar-se.
E caio, vezes sem conta, no abismo do vazio onde fico imóvel, como morta... à espera...
De quê?
... Não sei
NR-Escrito numa mesa algures no Odivelas Parque depois de um dia péssimo...
Imagem: Alone by Duolegur in deviantART



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