Sons que se cravam na alma (parte II)
Esta deveria ser a parte III e não a parte II mas infelizmente não pude ir ao concerto de Domingo... faltou esse para a "triologia concertística" ficar completa! (lol)E pensarão vocês: "Mas porque raio foi ela ver NIN de novo na Segunda-Feira?" E eu respondo: "Porque sim! E também devia ter ido no Domingo!"
Os dois concertos foram bastante diferentes... O de ontem teve uma tonalidade mais pesada de um modo geral, mais material antigo e a banda estava aparentemente mais solta o que, apesar da rigidez técnica de sempre, dava a impressão de que tudo soava mais natural.
O "Something I Can Never Have" e "Hurt", momentos contemplativos no primeiro concerto, foram brilhantemente substituídas por um "Fragile" que puxou igualmente ao sentimento e à comoção. Uma crowd que tanto se agitava freneticamente como pulava e dançava aos som das malhas mais rasgadas, ficou boquiabertamente estática quando o senhor Trent se prostou diante do orgão e, com emoção pura na voz, destilou o "Fragile"... Magia pura!
Ouviram-se algumas canções repetidas, destacando "Head Like a Hole", "Terrible Lie", "Wish", "The Hand That Feeds" e "March Of The Pigs", mas tudo soou a diferente também por desta vez estar de pé mesmo junto ao palco e poder ver as expressões nos rostos dos músicos. Do que se ouviu pela primeira vez... hummm destaco, além do "Fragile", o antigo "Down In It" (Halo 1), "Love Is Not Enough" e um "Reptile" que ia trazendo o Coliseu abaixo com o peso dos riffs (como disse o bixitu de bigodes: "de fazer inveja a qualquer banda de metal que anda por aí").

Diferente foi também o facto de o senhor Trent ter falado com o público, coisa que no primeiro concerto não aconteceu. Ouviram-se amiúde uns "Thank you", no final disse ter sido uma honra abrir a Tour em Portugal, e apresentou o homem do baixo: Mister Jeordie White (aka Twiggy Ramirez)... (ahh pois é :-P)
No final das contas o poder destes senhores voltou a ser difícil de descrever e todas as minhas palavras se mostram pequenas para o conseguir transmitir. Talento digno de reverência, uma performance em palco controlada ao milésimo... não falhou um detalhe, uma nota, um palavra... tudo incrivelmente perfeito!
Perguntaram-me em que posição colocaria o(s) concerto(s) de Nine Inch Nails no meu ranking de concertos (e olhem que já fui a muitos... entre os quais gigs minhas duas bandas preferidas: Opeth e Dream Theater)... e não hesito em responder: "Posição no ranking de concertos?... No topo!!!"
NR1 - Não percam o DVD que sai proximamente Beside You In Time (Halo 22) para terem uma pequena amostra do que os NIN são capazes ao vivo.
NR2 - Sim, o baixista é mesmo o Twiggy Ramirez (mas com um ar clean)
NR3 - Desda vez não perdemos tempo com os Popo (opening act de merda)
NR4 - Obrigada Pedro, mais uma vez, pela companhia... e por me teres incitado a ir a este concerto (desta vez não foi preciso colo, nem para ti, nem para mim lol) Beijinhos :-D


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