Sons que se cravam na alma...
Tenho muito para vos dizer sobre o concerto de Nine Inch Nails ontem à noite no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Mas poderia resumir todo esse "muito" numa só palavra: perfeito! "A pedido dos artistas não será permitido crowd-surfing e mosh!" Lia-se esta mensagem nas portas interiores do Coliseu (alguns não acederam ao pedido :-P). Os ânimos estavam em alta, aqui e ali uma gargalhada, um ou outro fã mais excêntrico que fazia os olhares desviarem-se na sua direcção, uma animada partilha de expectativas, mas sobretudo... uma ansiedade que fazia os corações baterem desgovernados! Afinal era a estreia de Trent & companhia em solo português e a vasta legião de fãs portugueses de Nine Inch Nails já há muito que merecia esta visita.
A banda de abertura, os Popo... errr... nada a dizer (lol). A certa altura ponderei que os NIN os escolheram para opening act para que o impacto do seu próprio concerto fosse ainda maior! Ao menos serviram para "avisar" os grandes fãs que vão aos três dias de concerto, que no Domingo e na Segunda, mais vale ir um pouco mais tarde para o Coliseu! :-P
O alinhamento tocou vários pontos da carreira dos NIN com especial incidência do último With Teeth do qual se ouviram por exemplo "Only" e "The Hand That Feeds"! Outros pontos altos (pelo menos para mim): "Mr. Self Destruct", "Head Like a Hole", "Closer", "Terrible Lie" e "Something I Can Never Have"... e claro... "Hurt" (uma canção que encerra em si um turbilhão de emoções impossível de descrever por palavras).
A certa altura do concerto as luzes falharam, o palco ficou escuro e o público apreensivo. Mas o senhor Trent não se atrapalhou.. "We're here to play, so fuck it! Let's keep playin'!" Mandou acender as luzes da sala e a banda continuou com o palco em breu total. Assim se vê também o brilho daqueles senhores.
A única coisa negativa (sem o ser realmente) foi o facto de não haver encore. Soube tudo a pouco... Como eu disse ao Pedro, o concerto foi uma deliciosa refeição sem sobremesa (lol).

O público estava tão enebriado, tão envolvido na genialidade musical da banda que ficou meio atónito quando sairam do palco e as luzes do Coliseu se acenderam... Gritou-se, bateu-se palmas, bateu-se com os pés nos estrados das bancadas, assobiou-se, mas em vão... Faltou a cereja em cima do bolo.
Porém esse facto não desmanchou os sorrisos e falando de mim agora, a sensação de ter estado em transe durante aquela hora e vinte.
A música de NIN e o poder que têm ao vivo, arrebata-nos, desperta sentimentos, emoções fortes, mexe-nos na alma, contorce-a a seu belo prazer... e ficamos ali, vergados perante aquela genialidade, aquela mestria e a verdade é que aquele concerto despressa se tornou impossível de esquecer!
Obrigada à Ana e ao Nuno pela companhia... e ao meu bixinhu de bigodes pelo sorriso e o toque gentil no meu braço quando tocaram o "Hurt" :-)... e por ter partilhado comigo esta grande emoção...


0 Comments:
Post a Comment
<< Home