Fez-se magia...

Queria ser capaz de partilhar com vocês tudo o que senti ao longo das quase duas horas do concerto dos Opeth, mas faltam-me as palavras, ou pelo menos as palavras certas.
Foram momentos de pura magia em todos os sentidos. Ao ouvir o quinteto sueco, senti-me transportada para outra dimensão e apesar de estar num Hard Club lotado, parecia que estava sozinha... ali no meio da sala, com os olhos colados em cada movimento, em cada flash de luz, com a alma colada a cada acorde, a cada palavra das canções como se tivesse entrado num transe profundo.O público brindou os músicos com sonoras salvas de palmas ou com rasgadas gargalhadas quando o vocalista Mikael soltava aqui e ali umas piadas. :-P Mas acima de tudo isto sentiu-me empatia entre o que vinha do palco e a crowd ávida de música de qualidade. E houve de tudo...
O concerto percorreu um pouco de quase todos os albums obviamente com especial incidência no mais recente Ghost Reveries. Ouviram-se com grande emoção canções como "When", "Black Rose Immortal", "Windowpane", "The Grand Conjuration" ou "Ghost Of Perdition" entre outras, sempre tocadas com uma mestria digna de reverência.
Mesmo quem não é fã de "grunters"como o Mikael, deu a mão à palmatória e admitiu que a genialidade destes senhores a nível instrumental atenua qualquer antipatia pelos "grunts" que pontuam a maior parte das canções. Ouvir e apreciar vozes guturais não é para todos, mas até os fãs que elegem o Damnation como album preferido, comprovaram que os Opeth vão muito além de Death Metal Progressivo como geralmente são catalogados e cativam apreciadores de vários géneros e sub géneros de metal, desde o gótico ao prog. 

Viram-se pessoas com t-shirts de bandas tão diferentes como Dream Theater, Emperor, My Dying Bride ou Tool, prova de que a música dos Opeth toca várias sensibilidades.
Mas no fim, toda a gente estava de acordo... no dia 10 de Dezembro de 2006, fez-se magia naquele palco do Hard Club! Um bem haja a todos os fãs, parabéns aos Opeth e obrigado por partilharem connosco a sua música...
NR 1 - Nota positiva para a banda de abertura, os Amplifier.
NR 2 - Para o concerto de Opeth ser totalmente perfeito, faltou o "Harvest" (lol), mas pronto, eu posso perdoar essa pequena falha :-P
Curiosidades:
- o pequeno solo do Martin Mendez e Martin Axenrot do início do "Billie Jean" do Michael Jackson
- as piadas do Mikael sobre o nu metal, Limp Bizkit e basketball caps
- mosh pit e head banging do público sem música
- a fotografia que o Peter (guitarrista) tirou ao público
- a capacidade de head banging do teclista e do baixista, grandes helicópteros (lol)
- a mística do Hard Club
- a diversidade de público presente
- os sorrisos estampados na cara de toda a gente à saída :-D


1 Comments:
Fez-se sim senhor...
Como sabes não sou grande fã de Opeth. Mas fui surpreendido pela positiva :). A companhia também ajudou muito.
Sim, porque estive na companhia de duas pessoas muito fixes.
Foi um fim de semana muito porreiro, apesar de algumas coisas terem corrido menos bem.
Mas se me perguntassem se faria o mesmo se soubesse o que aconteceria, a resposta seria - SEM DÚVIDA!
Adorei as conversas e os passeio pelo Porto (mesmo à chuva :D). Já não me divertia tanto desde a última vez que estivemos juntos.
O tempo contigo voa...
Parece sempre pouco.
Voltando ao concerto, foi muito bom. Foi bom recordar velhos tempos. É pena saber que foi o ultimo concerto naquele espaço fabuloso. Mas gostei de partilhar aquele momento com uma pessoa super interessante especial e querida.
Aproveito também para de deixar aqui o que ía escrever no verso do teu bilhete.
Obrigado Maria pela companhia.
Há pessoas pelas quais vale a pena viver. Tu és uma dessas pessoas ;)
Beijo grande, espero que te tenhas divertido tanto quanto eu. E já podes dizer que tiveste um acidente com o Fábio :D (Tadinho do meu Modus, ainda lhe doi o rabinho :P)
FR
PS: O Pai Natal também não se esquece de ti ;)
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