Um momento para pensar
Hoje é um daqueles dias em que me apeteceu pensar. Pensar geralmente é cansativo e no que a mim diz respeito costuma dar mau resultado. Mas escrever sobre o que se pensa ainda se torna mais complicado porque é usual que se crie na minha cabeça um certo antagonismo entre os pensamentos e as palavras que melhor os descrevem.
Se tivesse que escolher um nome para esta sessão de "inner analysis" seria qualquer coisa como: "o-dia-de-pôr-as-coisas-nos-pratos-da-balança".
Nos últimos dias tenho pensado no que é suposto uma pessoa com 25 anos ter atingido ou estar para atingir no decurso dito "normal" de uma vida dita "normal". E a verdade é que quando dedico a isso "a good deal of thought", apercebo-me de que nada de muito concreto ainda foi atingido. Parece triste não parece? Não, se calhar não é... Estão perante mim todas as alternativas abertas e só me cabe a mim optar. Não é fácil porém. Damos por nós num género de espiral que só tem duas saídas, uma ascendente e uma descendente. Há dias em que me vejo claramente no sentido descendente, outros em que olho pra cima e parece que me estou a aproximar do topo; depende do "mood" e da escala de cinzentos em que se insere. Não, não é escala de cinzentos por ser deprimida ou qualquer coisa do género, é escala de cinzentos por ainda não ter decidido se prefiro o "branco" ou o "preto"... assim vou ficando pelos cinzentos da vida! (lol)
Escalas cromáticas à parte, há certas coisas que me têm mexido com a caixa dos pirulitos (como diz o meu sábio amigo Artur). Tenho sentido uma necessidade absurda de me sentir próxima das pessoas de quem gosto. Tenho ciúmes dos meus amigos. Tenho medo de ser dispensável. Tenho medo de que ninguém sinta a minha falta. Será insegurança?... Talvez... Carência? Talvez.. Mas é certo que sempre fui solitária por opção. Sempre dei espaço às pessoas para me esquecerem, para que me tornassem dispensável e agora essa ideia aterroriza-me. E tem sido difícil lidar com isso... Mais difícil do que poderia supor à luz da minha ideia de relações de amizade e de inter-dependências entre amigos.
É normal que gostemos de ser admirados, de ter um refúgio num momento de tormenta, de ter um ombro pra chorar ou alguém que se vai rir das nossas piadas por muito secas que sejam. Mas nunca na minha vida me senti presa a essa necessidade e sempre agi com naturalidade quando as pessoas passavam pela minha vida sem deixar grandes marcas. Mas devo confessar que, de há uns tempos para cá, tenho dado mais valor a isso e não sei bem explicar porquê. Tenho sentido uma necessidade urgente de ver sorrisos, de falar de inutilidades só por falar, de ter alguém para beber um café ao fim do dia. E dei por mim a dar grande valor àqueles que têm estado próximos de mim nestes tempos e a criar aqui dentro um pavor imenso de os perder.
Tenho andado um pouco à deriva, em busca de estabilidade profissional, numa procura sedenta da minha independência financeira, enfim, numa fase de mudanças que se avizinham complicadas mas fundamentais.
E procuro incessantemente tornar-me um ser humano melhor, expandir os meus horizontes, conhecer mais, saber mais, tentar entender melhor as pessoas e deixar de ser tão bicho-do-mato.
Às vezes tenho a nítida impressão que... como se diz em inglês: "I don't fit in"... não encontro expressão equivalente em português (o que me acontece frequentemente por defeito de profissão)... Sinto-me desenquadrada por assim dizer, e o meu mundinho aborrece-me de morte. Tenho sede de mudança, de evolução, mas depois quando tento partir a casca e espreitar lá pra fora, sou quase sempre vencida pelo medo, ou pela inércia... e vou ficando à espera, parada. Não quero deixar que isso aconteça mais e por isso mesmo vou mentalizar-me de que tenho "inner strength" para soprar as nuvenzinhas negras que insistem em pairar em cima desta minha cabeça perturbada e seguir em frente com um sorriso estúpido na cara... Um sorriso por mais estúpido que seja, é sempre um sorriso!
Um obrigado às pessoas que lá têm estado... e aos de sempre... Obrigada Sara (gmdt), Andreia, minha Patita e minha Fokinha (as duas que eu nunca esqueço, embora elas achem que sim)... Pedro (meu bixitu de bigodes), Fábio, ao maluko do Marco pelas nights catitas e pelos conselhos musicais (number one fan ahahahah), aos amigos que já o são sem que os conheça (Pedro, esta é pra ti :-P), e ao pessoal de Odivelas e às amigas de sempre do IO... enfim... deu-me pra lamechice... lol
Se tivesse que escolher um nome para esta sessão de "inner analysis" seria qualquer coisa como: "o-dia-de-pôr-as-coisas-nos-pratos-da-balança".
Nos últimos dias tenho pensado no que é suposto uma pessoa com 25 anos ter atingido ou estar para atingir no decurso dito "normal" de uma vida dita "normal". E a verdade é que quando dedico a isso "a good deal of thought", apercebo-me de que nada de muito concreto ainda foi atingido. Parece triste não parece? Não, se calhar não é... Estão perante mim todas as alternativas abertas e só me cabe a mim optar. Não é fácil porém. Damos por nós num género de espiral que só tem duas saídas, uma ascendente e uma descendente. Há dias em que me vejo claramente no sentido descendente, outros em que olho pra cima e parece que me estou a aproximar do topo; depende do "mood" e da escala de cinzentos em que se insere. Não, não é escala de cinzentos por ser deprimida ou qualquer coisa do género, é escala de cinzentos por ainda não ter decidido se prefiro o "branco" ou o "preto"... assim vou ficando pelos cinzentos da vida! (lol)
Escalas cromáticas à parte, há certas coisas que me têm mexido com a caixa dos pirulitos (como diz o meu sábio amigo Artur). Tenho sentido uma necessidade absurda de me sentir próxima das pessoas de quem gosto. Tenho ciúmes dos meus amigos. Tenho medo de ser dispensável. Tenho medo de que ninguém sinta a minha falta. Será insegurança?... Talvez... Carência? Talvez.. Mas é certo que sempre fui solitária por opção. Sempre dei espaço às pessoas para me esquecerem, para que me tornassem dispensável e agora essa ideia aterroriza-me. E tem sido difícil lidar com isso... Mais difícil do que poderia supor à luz da minha ideia de relações de amizade e de inter-dependências entre amigos.
É normal que gostemos de ser admirados, de ter um refúgio num momento de tormenta, de ter um ombro pra chorar ou alguém que se vai rir das nossas piadas por muito secas que sejam. Mas nunca na minha vida me senti presa a essa necessidade e sempre agi com naturalidade quando as pessoas passavam pela minha vida sem deixar grandes marcas. Mas devo confessar que, de há uns tempos para cá, tenho dado mais valor a isso e não sei bem explicar porquê. Tenho sentido uma necessidade urgente de ver sorrisos, de falar de inutilidades só por falar, de ter alguém para beber um café ao fim do dia. E dei por mim a dar grande valor àqueles que têm estado próximos de mim nestes tempos e a criar aqui dentro um pavor imenso de os perder.
Tenho andado um pouco à deriva, em busca de estabilidade profissional, numa procura sedenta da minha independência financeira, enfim, numa fase de mudanças que se avizinham complicadas mas fundamentais.
E procuro incessantemente tornar-me um ser humano melhor, expandir os meus horizontes, conhecer mais, saber mais, tentar entender melhor as pessoas e deixar de ser tão bicho-do-mato.
Às vezes tenho a nítida impressão que... como se diz em inglês: "I don't fit in"... não encontro expressão equivalente em português (o que me acontece frequentemente por defeito de profissão)... Sinto-me desenquadrada por assim dizer, e o meu mundinho aborrece-me de morte. Tenho sede de mudança, de evolução, mas depois quando tento partir a casca e espreitar lá pra fora, sou quase sempre vencida pelo medo, ou pela inércia... e vou ficando à espera, parada. Não quero deixar que isso aconteça mais e por isso mesmo vou mentalizar-me de que tenho "inner strength" para soprar as nuvenzinhas negras que insistem em pairar em cima desta minha cabeça perturbada e seguir em frente com um sorriso estúpido na cara... Um sorriso por mais estúpido que seja, é sempre um sorriso!
Um obrigado às pessoas que lá têm estado... e aos de sempre... Obrigada Sara (gmdt), Andreia, minha Patita e minha Fokinha (as duas que eu nunca esqueço, embora elas achem que sim)... Pedro (meu bixitu de bigodes), Fábio, ao maluko do Marco pelas nights catitas e pelos conselhos musicais (number one fan ahahahah), aos amigos que já o são sem que os conheça (Pedro, esta é pra ti :-P), e ao pessoal de Odivelas e às amigas de sempre do IO... enfim... deu-me pra lamechice... lol



3 Comments:
Se me permites, irei colocar aqui um breve comment. Não é um comment como os outros que te deixei, será no entanto com o mesmo valor que o escrevo.
Li cada frase com a sua devida atenção. Quando dizes que és solitária por opção, eu também o fiz e talvez ainda o seja. Não sei se foi a escolha mais acertada, mas a uma certa altura, a minha vida começou a andar para trás. Não sei bem porquê. Algumas coisas tu já sabes outras não. Apenas me cansei de perder os meus amigos. Alguns morreram, outros seguiram as suas vidas longe daqui, outros pura e simplesmente desapareceram. Tornei-me numa pessoa fechada, pois não queria voltar a perder as pessoas que gostava (por isso as sessões de cinema que passei sozinho, os concertos que fui sozinho, as noites de copos que bebi sozinho e no entanto sempre com gente à minha volta (principalmente estranhos)). As minhas razões não são as tuas certamente, mas neste momento sinto a necessidade de estar com as pessoas que gosto tal como tu. Principalmente depois de te conhecer (não imaginas o valente susto que apanhei naquela tarde de domingo e não, não fiquei chateado contigo, apenas fiquei triste pelas horas que não pude gozar a tua companhia), mas ainda bem que não passou de um susto. Sinto-me cansado de ter de resolver os problemas sozinho, de não ter ninguém para falar quando me apetece gritar, das noites que passo em claro a pensar no significado da minha existência.
Outra coisa que queria que soubesses é que não precisas ter medo que ninguém sinta a tua falta, porque és uma pessoa muito difícil de se esquecer (eu que o diga) e que ninguém se quer esquecer (também podes acreditar ;)). Não consigo esquecer especialmente os teus olhos, pois foram eles que me enfeitiçaram (ok, talvez seja uma frase feita, mas o que interessa é o sentimento com que a digo) não consigo esquecer aquele magnifico pôr-do-sol, não consigo esquecer a tua companhia não consigo esquecer a tua voz de charroco, não consigo esquecer o teu sorriso, sim, porque fiz-te sorrir… hehehe (não precisas ter medo que não sou nenhum serial killer ou algo que se pareça).
Não receies ser dispensável, porque se há pessoa indispensável, és tu. Estou certo que todos os que te rodeiam concordam comigo (e eles conhecem-te à muito mais tempo que eu). Desenquadrados estamos todos ;), mas é isso que nos faz notáveis, sim porque tu és uma pessoa notável, senão seríamos umas cópias uns dos outros, não teríamos as nossas próprias opiniões, as nossas próprias ideias…
Tens razão quando dizes que “Estão perante mim todas as alternativas abertas e só me cabe a mim optar.” Eu posso dizer que me arrependo de poucas coisas na vida. Mas há uma que me arrependo bastante. A de não te ter beijado naquela noite. É uma das coisas que me arrependo e apetece-me encher-me de “porrada” quando penso nisso. Sim, porque seria melhor ter apanhado um enxerto de porrada de ti por te beijar do que não o ter feito. (lol) Ainda hoje não percebo porque não te beijei, talvez por medo, medo de perder a tua amizade, medo de ser novamente trocado (literalmente), medo pelo que aconteceu ao meu irmão e onde eu fui apanhado no meio (creio que já conheces a historia) ou até mesmo por estupidez, mas não foi por não gostar de ti, isso tenho eu a certeza.
Quero que saibas que respeito as tuas decisões e percebo-te pois sei que também não te têm corrido bem as coisas (mesmo em casa) e que terás aqui um amigo sempre que precisares. Lembra-te que eu posso estar longe mas estou à distância de um “clic”, de uma SMS ou de um telefonema e se precisares eu estou disponível para te ouvir ou fazer companhia nem que tenha de atravessar o país quase todo para estar contigo. (3 a 4 horas hehehe).
Obrigado pela atenção que me tens dado, pela tua amizade e desculpa a chaga que eu sou por não te deixar trabalhar, pelos “eu já esqueci” pois tu não tens culpa quando as coisas me correrem mal e eu acabo sempre por descarregar nas pessoas que não têm culpa que já têm problemas de sobra e que são muito importantes para mim.
Não fui lá muito breve, por isso peço desculpa
Adoro-te
Beijo grande
FR
Até dia 10 ;) \m/
Já dizia o outro “opinions are like assholes… everybody has one”
Este não é o meu “asshole” (lol) mas sim a minha opinião acerca da tua grande personalidade. Espero não te ter desiludido.
olá é só para te dizer q sinto a tua falta, a vossa falta... todo o tempo q passamos juntas ficará na minha memória e coração... *****
cm me disseste 1 dia apesar d longe sp la, estou e estarei aki sp q qq 1 d vós precisar... (me liga vai lol)
jinhos c carinho e amizade
Que fixe a foto do nosso almocinho... não fiquei com nenhuma. Se puderes, envia-me as que tiveres para o meu mail.
Quando for de férias a Portugal temos de repetir. Aponta na agenda, estarei aí de 22 de Junho a 29 de Julho.
Beijo, beijo, beijo,
Andreia (Vag - Amigas do IO for ever!)
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