Libertando-me

Por vezes custa-me respirar
O ar entope-me o peito...
Vou abandonar-me à beira do caminho
Prostrar-me quieta de olhos fitos no infinito
À espera, sempre à espera...
Abracei a solidão, chamei-lhe irmã,
Cruzei-me contigo vezes sem conta
E não tive coragem de te olhar nos olhos.
Fugi de ti e de mim mesma sem olhar para trás e agora
Deixo-te, sozinha aqui entre o restolho
Coberta de pedras, e torno-me lodo
e espuma e sal da maresia...
Envolve-me em desprezo, em indiferença...
Fecho os olhos sim, vejo o breu seco e duro
Não me olhes, não me estendas a mão
Não quero a tua pena
Nem o teu sorriso cínico...
Oculta-me aos teus sentidos e deixa-me passar!


1 Comments:
ola maria... parece que estamos a passar por coisas parecidas...
depois coloco um link para aqui no meu blog
beijos
luís
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