Sunday, March 26, 2006


Já sinto as carnes moles e impuras
Esqueci-me de mim no fundo do poço
Cobri-me de indiferença, cansei-me do meu rosto
Rasgo a realidade à minha volta
Queimo as vidas, apago velas, abro feridas
Sangue na poeira do caminho incerto
que trilhei sem dar por isso...
Perdi sentidos, morri várias vezes por dia
Chorei, chorei de tanto rir de mim, ridícula
Cansei-me de morrer, sou cera derretida, serradura
Estou farta de mim, de ti, de nós
de não ser, de parecer, de ser miragem, breu, fantasma
Tenho medo, medo, de gritos que rompem o silêncio
Tenho medo da luz que me cega, do Sol e da Lua
Quero estar aqui na penumbra, quero um cigarro
Quero sentir que me habitas e sufocas
Quero sentir a tua dor, a tua morte...

(05/03/01)

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

lindissimo.. fez-me lembrar Alberto na sua fase mais "clean" :/
Beijinhos :=)

Friday, 14 April, 2006  

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