Saturday, November 24, 2007

Riverside com Carlos Paião (lol), muita voz mas pouco sal e um enorme concerto de verdadeiro prog metal!

Podem achar estranho o título desde post mas ele engloba um pouco dos três concertos do Festival ProgZone em Torres Novas no passado dia 17 de Novembro!
Em primeiro lugar queria saudar a organização do evento pela coragem de trazer, a uma cidade habitualmente fora do circuito de concertos, uma banda da envergadura de Vanden Plas! E muito provavelmente a localização, aliada à fraca divulgação, foram os principais motivos para que (muito) pouca gente estivesse presente. E é pena... Quem, como eu e o Marco, se aventurou até Torres Novas, não teve as expectativas defraudadas e foi brindado com uma excelente noite de música (mas já lá iremos).
Antes disso vale a a pena dedicar umas palavras à performance das duas bandas portuguesas que iniciaram a noite: Progono e Hyubris. Nenhuma das duas foi particularmente excitante mas tiveram aspectos positivos obviamente. Os Progono, oriundos de Torres Novas, revelaram-se bons músicos, com alguns momentos muito interessantes num set list maioritariamente cantado em português. Destaco a simpatia, uma excelente selecção de imagens passadas nos dois ecrans (vislumbrei por lá trabalhos de Giger e do magnífico designer DeadDreamer por exemplo) e também um bom trabalho instrumental. O vocalista tem uma voz bonita ("parecida com a do Carlos Paião" lol sim sim... comparação feita pela boca iluminada do palhacito, de quem mais?) mas um pouco desenquadrada da música, o que fez com que tudo soasse um pouco estranho.
Gostei mais dos Hyubris. A vocalista, Filipa Mota, tem uma voz lindíssima, a parte instrumental também é boa e a utilização de flauta e gaita de foles é uma mais valia para o metal/folk tocado pela banda. Mas, apesar de todos estes pontos positivos, tenho que concordar com o Marco (o que não me custa nada, embora ele ache que sim), quando ele diz que ao fim de algum tempo, tudo nos soa ao mesmo. Não tirando o mérito à banda, faltou por vezes um pouco de "sal". Espero mais "altos e baixos" (no bom sentido claro) para me prender a um concerto, caso contrário corro o sério risco de me entediar (como aconteceu).
E como convém, "I saved the best for last"...
(Só um reparo prévio às minhas conjecturas sobre Vanden Plas... Atenção organização, para a próxima vez, ponham música de jeito no intervalo dos concertos, por favor! Cento e poucas pessoas, ânimos lentos e música de elevador? Não combina! Esperemos que venha daí "som rijo"! Que tal uns Symphony X ou até os meus Dream Theater? Era um bom aperitivo, digam lá que não!)
Bem, mas vamos ao que interessa: Vanden Plas! Se já estavam aí ansiosos para ler o que eu teria a dizer sobre o magnífico concerto da banda alemã, fiquem desde já a saber que não é muito! Como habitualmente acontece com concertos que gosto muito, faltam-me palavras (lol)!
Acho que eu e o Marco ficámos mais desiludidos com a fraca afluência de público do que a banda, o que n deixa de ser prova do grande valor destes senhores. Tenho a certeza que se esforçaram tanto para agradar àquelas cento e poucas pessoas quanto se esforçariam para agradar a um estádio esgotado! E nós fizémos questão de os brindar com muito barulho (Fomos poucos mas bons! E até, imaginem lá, se formou uma mini roda de mosh prai com uns cinco ou seis putos!)
Isto tudo pode parecer ridículo, mas gerou-se naquela sala uma grande empatia entre o colectivo germânico e o público e um clima de grande intimidade sem nunca se perder o poder musical próprio do metal progressivo.
Foi um alinhamento variado que tocou quase todos os cinco albums da banda, mas que se concentrou fundamentalmente no último Christ 0 de onde se ouviram por exemplo "Silently", "January Sun", "Christ 0" e "Postcard To God". A banda conseguiu envolver-nos no espectáculo e eu pelo menos fui capaz de me abstrair de tudo o que estava em redor (o que só acontece quando estou mesmo a gostar de um concerto). Devo dizer que já era fã de Vanden Plas, que ouvia os seus trabalhos com muito gosto, mas esse gosto triplicou depois da noite de Torres Novas.
Gosto quando uma banda se entrega, quando brinda o público com simpatia, com palavras de apreço e tudo isso aliado a um excelente desempenho musical, torna tudo inesquecível! Uma palavra sobre o enormíssimo poder vocal do vocalista Andy Kuntz (um grande senhor)! Grandes grandes grandes Vanden Plas! \m/


Me & palhacito à saída do Palácio dos desportos! Os sorrisos parecem tímidos mas por dentro estávamos a gargalhar :-P




2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

só um ponto ao teu blogue sobre o evento....não houve falta de publicidade, esse foi o ponto mais forte da organização. o que simplesmente acontece nestes casos, é que quando as coisas acontecem fora de Lisboa ou grandes cidades, parece que o pessoal perde o interesse, mesmo que fosse a sua banda favorita..uma triste realidade. beijos e abraços

Wednesday, 05 December, 2007  
Blogger Latitudes said...

Natais de Inverno…

a cada Natal que passa
cresce a importância do Inverno.
devolve-nos um amigo e faz de nós
amigos de todas as estações.
esvanecem-se as imagens
das raízes e dos ramos já perdidos...
dos amigos!

a música desses dias, os sons distantes
que nos aproximam mais e mais a cada ano
reflectem-se recalcando na memória
os presentes e ausentes que eu amo

votos de uma vida feliz
por muitos e melhores Natais
na companhia dos teus mais queridos

Abraços e Beijos
Latitudes

Sunday, 23 December, 2007  

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